As experiências dos Grupos com Portadores e Familiares

Coisas em comum?

Bem, como toda doença a Esclerose Múltipla tem seus aspectos específicos. Na vasta maioria, ainda inespecíficos. Ou seja, qual a idade de início? Que curso esperar que a doença tome? São exemplos de perguntas ainda sem resposta. Digo ainda porque, como tudo, vejo uma caminhada em direção a essas descobertas. Poucos são os profissionais que trabalham com essa patologia e menos ainda são os que a conhecem bem a ponto de diagnosticá-la.

O diagnóstico é ainda feito de forma cautelosa, deixando-se o resultado definitivo de EM para depois de muita investigação. Tudo isso mostra que estamos num campo de desconhecimentos e não de conhecimentos. Mas, isso nos deixa espaço suficiente para que possamos hipotetizar, para que possamos inventar ou sonhar com possíveis respostas. É um pouco isso que temos feito nos grupos de apoio. Claro, de uma forma coerente e não desatinada.

Nossas hipotetizações, no útimo encontro, foram no sentido de olhar para o grupo de pessoas que já participam e encontrar aspectos em comum nas vidas dessas pessoas.  Encontramos alguns. Dois ou três aspectos, mas ainda muito amplos e vagos.  Estamos falando de um grupo de apoio emocional, e, portanto, nos direcionamos para os fatores emocionais vivenciados, comuns aos membros do grupo e que parecem a eles que têm relação com o curso da doença. Aqui não nos interessa tanto a anatomia do diagnóstico.

Mas, o fato é que, dentro do que foi levantado como pontos em comum, encontramos muito sentido. E esse sentido ainda é pouco explorado no mundo imaturo do conhecimento acerca da Esclerose Múltipla. Como falava antes, é justamente essa imaturidade que abre espaço para inovar; É o que temos feito e tem sido muito prazeroso para todos. Navegar por ângulos negados ou menosprezados pela Medicina nos dá a oportunidade de talvez, em um tempo, distante ou não, contribuir para o bem estar das pesssoas que com a doença forem diagnosticadas.

Esse pensamento tem muito fundamento quando se pensa no corpo e na mente como um sistema autorregulador. Um influencia o outro e de maneira direta. Assim como vemos que a Depressão tem aspectos orgânicos (serotonina) e emocionais (apatia, tristeza), também acredito que a EM tenha os seus. Só ainda não foram descobertos.  Um pouco prepotente essa afirmação? Talvez. Mas é uma potência antecipada (pré-potência) que visa alcançar o mais rápido possível, se não os sintomas comuns, ao menos uma luz no fim do túnel que nos direcione para isso.

Enquanto profissional da saúde, e cumprindo meu juramento de me dedicar ao bem estar do ser humano. E vejo também que a EM envolve cérebro e mente, os dois “lugares” do corpo humano mais desconhecido, tanto na sua interrelação, como em seu funcionamento “individual”. Sendo assim, porque não ser mais uma a contribuir com essa pesquisa?

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