As experiências dos Grupos com Portadores e Familiares

Oi, pessoal!

Tenho andado sem internet em casa e isso tem dificultado minhas postagens aqui no blog. Não é que eu tenha esquecido o blog, é que a falta de net somou-se ao fator “pouco tempo disponível” para escrever. O tempo indisponível, entretanto, não me impediu de pensar. Tenho, aliás, pensado muito sobre a Esclerose Múltipla e os esclerosados. Continuo em minha pesquisa sobre a doença e tenho me aproximado de hipóteses interessantes, do meu ponto de vista.

Atualmente, estou atendendo uma pessoa com EM em sua própria casa, pois ela não tem mais muita locomoção e depende de terceiros para sair. Essa experiência se agrega à experiência do grupo de portadores, que, no mês de Março, conta com a presença de mais uma pessoa. Estamos muito felizes com a nova participação. O grupo está se tornando cada vez mais rico. Todas essas pessoas portadoras têm contribuído muito para que eu comece a chegar em compreensões importantes acerca da EM.

Em meus pensamentos sobre as causas da EM, tenho me focado, como já disse aqui anteriormente, em encontrar pontos em comum na história das pessoas com EM, para assim, talvez lançar uma espécie de tratamento que enfoque mais os aspectos psicossomáticos que somente os aspectos orgânicos da doença. Por se tratar de doença autoimune, a compreensão psicossomática da mesma se torna ainda mais importante, em minha opinião.

Nos dois últimos encontros do grupo enfoquei a questão dos “exageros” ou das situações “estressantes” na vida dos portadores. Mas, ultimamente fui um pouco além. Concluí que muitas dessas situações estressantes têm um tom ainda mais forte que um simples estress. Classifiquei certas situações vividas pelos portadores como abusivas. O estresse seria mais a consequência da situação de abuso.

Com abusiva quero dizer: relações hierárquicas autoritárias ou de alguma forma assimétricas em que predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais pessoa dirigida a uma ou mais pessoa(s), desestabilizando a relação da vítima com sua própria vida em apenas um ou mais âmbitos.

Achei que esse conceito acima ficou bastante amplo e engloba bem as situações que tenho em mente que envolvem os portadores de EM. Como tenho atendido poucas pessoas com EM, tendo em vista a quantidade de pessoas diagnosticadas com a doença, em algum momento passarei a colocar enquetes aqui no blog para confirmar ou infirmar minhas hipóteses e agradeço a todos que se dispuserem a responder, contribuindo para uma futura publicação ou artigo sobre o tema. Agradeço também a quem puder indicar o blog para que outros portadores também respondam. Quanto mais respostas tivermos, melhor para todos.

Um grande abraço a todos! Bom domingo!

 

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